terça-feira, 14 de agosto de 2012

Revolucão Francesa e Napoleão Bonaparte

                    O que foi a Revolução Francesa?


A situação da França no século XVIII era de extrema injustiça social na época do Antigo Regime. O Terceiro Estado era formado pelos trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial. Os impostos eram pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da nobreza.
A França era um país absolutista nesta época. O rei governava com poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na Bastilha (prisão política da monarquia) ou condenados à guilhotina.
A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.
O lema dos revolucionários era " Liberdade, Igualdade e Fraternidade ", pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.
Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793.O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.No mês de  agosto de 1789, a Assembléia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo.
      
              Quem foi Napoleão Bonaparte?
Este grande personagem da história nasceu na Córsega, no ano 1769. Ainda muito jovem, com somente dez anos de idade, seu pai o enviou para a França para estudar em uma escola militar.Apesar de todas os desafios que encontrou por lá, sempre sempre se manteve muito determinado. Seu empenho e determinação o fizeram tenente da artilharia do exército francês aos 19 anos.
  A Revolução Francesa (de 1789 a 1799), foi a oportunidade perfeita para Bonaparte alcançar seu objetivo maior. 
Sua estratégia era fazer com que seus soldados se considerassem invencíveis. No ano de 1798 ele seguiu em embarcação para o Egito, com o propósito de tirar os britânicos do percurso às Índias.Ele foi muito bem quisto por seus soldados e por grande parte do povo francês. Seu poder foi absoluto após ter sido nomeado cônsul.
  No ano de 1804, Napoleão finalmente tornou-se imperador. Com total poder nas mãos, ele formulou uma nova forma de governo e também novas leis.
Visando atingir e derrotar os ingleses, Bonaparte ordenou um Bloqueio Continental que tinha por objetivo proibir o comércio com a Grã-Bretanha
   No ano de 1812, o general francês atacou à Rússia, porém, ao contrário de seus outros confrontos, este foi um completo fracasso. Após sair de Moscou, o povo alemão decidiu lutar para reconquistar sua liberdade. 
Após ser derrotado, Napoleão foi obrigado a buscar exílio na ilha de Elba; contudo, fugiu desta região, em 1815, retornando à França com seu exército e iniciando seu governo de Cem Dias na França.Após ser derrotado novamente pelos ingleses na Batalha de Waterloo é enviado para o exílio na ilha de Santa Helena, local de seu falecimento em 5 de maio de 1821.

     QUAL A RELAÇÃO ENTRE REVOLUÇÃO FRANCESA E NAPOLEÃO?

Em 1795, os girondinos assumem o poder e começam a instalar um governo burguês na França. Uma nova Constituição é aprovada, garantindo o poder da burguesia e ampliando seus direitos políticos e econômico. O general francês Napoleão Bonaparte é colocado no poder, após o Golpe de 18 de Brumário (9 de novembro de 1799) com o objetivo de controlar a instabilidade social e implantar um governo burguês. Napoleão assumi o cargo de primeiro-cônsul da França, instaurando uma ditadura. E isso significou que a França poderia voltar a um regime muito rígido,  parecido como antes da revolução onde os trabalhadores e os demais teriam que obedecer todas as leis impostas por Napoleão sem a liberdade.A Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução.

terça-feira, 5 de junho de 2012


         O Absolutismo Monárquico
Absolutismo é uma teoria política que apregoa a centralização dos poderes numasó pessoa (em geral, um monarca). Entende-se então por absolutismo o processo decentralização política numa pessoa, que dispõe desta maneira de um poder absoluto.A centralização política trouxe consequentemente o absolutismo monárquico, passando o Rei a ser identificado como o próprio Estado e a constituir um doselementos de unidade nacional, enquanto a população incluindo a nobreza, assumia acondição de fiéis súbditos de um monarca.O Absolutismo monárquico caracteriza-se pela concentração de poderes no Rei.Ou seja, o que caracterizava o absolutismo monárquico é o totalitarismo monárquico o poder sem limite, absoluto do Rei. É resultado da evolução política das Monarquias Nacionais, que surgiram na Idade Média, fruto da aliança Rei - Burguesia.O absolutismo monárquico surgiu assim na Europa no final da Idade Média.Estendeu-se até à Idade Moderna. Na atmosfera política e cultural da Idade Moderna a palavra do Rei era a palavra final, sem possibilidade de contestação. Um exemplo dissoé a famosa frase O Estado Sou Eu, proferida por Luís XIV.
              Factores do Absolutismo Monárquico
Aliança Rei - Burguesia:O poder absoluto do monarca surgiu devido à aliança feitaentre os reis (que no período medieval não tinham força nenhuma) e a burguesia (aquem interessava a centralização económica para melhorar o desenvolvimento dasactividades comerciais). A burguesia possuía um interesse económico na centralizaçãodo poder político  a padronização monetária, dos pesos e das medidas. A adopção demecanismos proteccionistas garantia a expansão das actividades comerciais. A adopçãode incentivos comerciais contribuía para o enfraquecimento da nobreza feudal e esteenfraquecimento contribuía, em contrapartida, para a garantia da supremacia do Rei.Reformas Religiosas:A decadência da Igreja Católica e a falência do poder papar contribuíram para o fortalecimento do poder monárquico. Ao longo da Idade Média o poder estava dividido em três esferas:
Poder local, exercido pela nobreza medieval;
-Poder Nacional, exercido pela Monarquia
-Poder Universal, exercido pelo Papado.
    Assim, o processo de aliança entre o Rei e a burguesia auxiliou noenfraquecimento do poder local e as reformas religiosas minaram o poder universal,consolidando o poder real.Elementos Culturais:O desenvolvimento do estudo do Direito nas universidades e a preocupação em legitimar o poder real. Dá-se o renascimento cultural que contribuiu para um retorno ao Direito Romano.
                          Mecanismos do Absolutismo Monárquico
 Criação de um Exército Nacional:Instrumento principal da centralização do poder  político no Rei. É formado por mercenários que pretendem enfraquecer a nobreza e nãoarmar os camponeses.Controlo do
Poder Legislativo:Todas as decisões do reino estavam controladas,directamente pelo Rei, que possuía o direito de criar e alterar leis.Controlo do
Poder Jurisdicional:Criação do Tribunal Real, sendo este superior aostribunais locais (que são controlados pelo senhor feudal).Controlo Sobre as Finanças:Intervenção na economia, mediante o monopólio dacunhagem de moeda, da padronização monetária, da cobrança de impostos, da criaçãode companhias de comércio e da imposição dos monopólios.Burocracia Estatal:Corpo de funcionário que auxilia na administração das obras públicas, fortalecimento do controlo do Estado e consequentemente, do poder real.
              Teóricos do Absolutismo Monárquico
Dentro do processo de centralização política, é possível encontrar as teorias que justificam a necessidade de concentração de plenos poderes no rei. Quando se colocaem prática uma política fundamentada, torna-se mais fácil a imposição e a estabilidadedo sistema. Alguns filósofos que legitimaram esta visão em sua obra: Nicolau Maquiavel (1469-1527):Maquiavel foi o responsável pela secularização da política, isto é, é o responsável pela separação entre a moral ou a ética cristã e a política,sendo que a política assume o valor supremo. Esta separação fica clara na sua obra '' O  Princípe segundo a qual os fins justificam os meios. Nicolau Maquiavel foi umgrande teórico do absolutismo. Maquiavel subordina o indivíduo ao Estado, justificandoo absolutismo ser necessário para a manutenção do Estado Forte.Thomas Hobbes (1588-1679):Segundo Hobbes, o homem no Estado de Natureza éegoísta e mau. O Estado Natureza é, segundo Hobbes, um estado caótico, é a lei danatureza (a lei do mais forte) no seu pior. Hobbes acredita que faz parte da naturezahumana agir sempre em função da satisfação dos seus desejos e da ganância. Como tal énecessário um contrato social que vai instaurar um governo que absorva todos osdireitos e liberdades dos cidadãos. Thomas Hobbes desenvolveu
a teoria de que os sereshumanos, em troca de segurança, haviam conferido toda a autoridade a um soberano o Rei.
Jacques Bossuet (1627-1704):Defendeu a teoria da origem divina do poder real. O poder do rei era absoluto porque provinha de Deus. Desenvolveu a doutrina doabsolutismo do direito divino a autoridade real do Rei é concedida por Deus e ossúbditos devem-lhe total obediência.Jean Bodin (1530-1596):Desenvolveu a teoria de que o rei detinha a soberania (isso é,o poder de criar e revogar as leis) e no exercício dessa soberania, tinha o poder supremosobre os súbditos, sem nenhuma limitação.
Sociedade Estamental
Quando se deu a concentração de poderes no Rei, manteve-se comocompensação muitos dos privilégios da nobreza e do clero, além da separação rígidaentre diversos grupos sociais. Dessa forma, a sociedade permaneceu estamental.Estamentos são grupos sociais definidos por relações de privilégios e de honra.A nobreza era um estamento baseado em privilégios adquiridos por nascimento. Quemnascia nobre nunca perdia essa condição. Da mesma forma, o camponês sempre seriacamponês, e jamais poderia ser um nobre. Não havia, portanto, mobilidade social nasociedade estamental. Na época da sociedade moderna, os estamentos eram chamados de Estados. O primeiro Estado era formado pelo clero; o segundo Estado pela nobreza, e o terceiroEstado era composto pela maioria da população: camponeses, artesãos, comerciantes  trabalhadores remunerados. O terceiro Estado era desprovido de privilégios e nãotinham poder de decisão na vida pública.
Por mais que os monarcas procurassem aliar-se à burguesia e que a ideologia doabsolutismo os colocasse acima das classes sociais, eles estavam directamente ligados ànobreza de origem feudal. A essa estrutura feudal absolutista, na qual se entrelaçamantigas relações feudais e novas relações capitalistas de produção, dá-se o nome deAncien Régime.


                       Salve 13 de maio ?                                                                                                                               
             Comemorar ou Não??                       

                                                     
     O século 21 começou, no mínimo, instigante para a pecuária mundial, principalmente, para o profissional zootecnista como ator primário da produção de alimentos de origem animal. Se a revolução pecuária, ao final do século passado, surgiu como requisito para definição de políticas públicas, no que diz respeito à necessidade da melhoria dos índices de bem-estar das populações, tendo por base os alimentos de origem animal, principalmente, para os povos de países em desenvolvimento, o efeito estufa surgiu em contraposição à primeira verdade. É inquestionável a necessidade de o mundo se preparar para produzir alimentos em quantidade e qualidade para suprir uma população mundial ainda crescente, que deve alcançar a casa dos nove bilhões de pessoas até o ano de 2050. A esse mesmo tempo, pesquisadores afirmam que a produção global de carne mais que dobrará, chegando a 465 milhões de toneladas, sendo acompanhada por alta similar na produção de leite. Tudo isso nos remete a profundas reflexões e chegamos a duas conclusões impactantes: da importância do profissional zootecnista, nesse complexo contexto da produção animal, e do Brasil como sendo o País mais visado atualmente como "alimentador" do mundo. A dinâmica atual da pecuária exige a formação de um profissional quase mutante, pronto às constantes transformações, de olhar sempre crítico e de um sentimento ético acima de tudo. As novas diretrizes curriculares do Curso de Zootecnia possibilitam a formação desse profissional que a sociedade tanto precisa. Cabe aos dirigentes nas instituições a sensibilidade e grande responsabilidade de implantação e acompanhamento dessas diretrizes em sua plenitude.
        E o efeito estufa onde entra nessa história? No Brasil, a criação de grandes ruminantes, principalmente bovinos de corte e de leite, está entre os maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa. Segundo estimativas da Scot Consultoria, o Brasil possui cerca de 191,3 milhões de bovinos distribuídos em 176 milhões de hectares, o que dá, em média, 1,08 bovino/ha. Estima-se que os nossos bovinos emitam 60,5 kg de metano e 54 kg de gás carbônico por ano/animal. Em contrapartida, a mesma pastagem disponível ao gado, que faz do Brasil um dos líderes na pecuária bovina mundial, ajuda no seqüestro de carbono, o que contribui para redução do efeito estufa na atmosfera.
     A situação está posta e estamos diante de outro grande desafio mundial, particularmente, no setor pecuário, que é a sustentabilidade dos sistemas de produção de alimentos de origem animal, em que o equilíbrio entre homem e natureza é o fim.
     Tudo isso nos faz refletir e nos remete ao dia 13 de maio, quando comemoramos o Dia do Zootecnista. Por isso, estamos reverenciando o profissional zootecnista, que há mais de 40 anos surgia da impaciência do Professor Otávio Domingues, que sonhava com a formação de um profissional transformador, capaz de se integrar ao desenvolvimento socioeconômico do País. E aqui estamos nós, zootecnistas, transformadores e integrados, ganhando o Brasil, ganhando o mundo.