terça-feira, 5 de junho de 2012
Salve 13 de maio ?
Comemorar ou Não??
O século 21 começou, no mínimo, instigante para a pecuária mundial, principalmente, para o profissional zootecnista como ator primário da produção de alimentos de origem animal. Se a revolução pecuária, ao final do século passado, surgiu como requisito para definição de políticas públicas, no que diz respeito à necessidade da melhoria dos índices de bem-estar das populações, tendo por base os alimentos de origem animal, principalmente, para os povos de países em desenvolvimento, o efeito estufa surgiu em contraposição à primeira verdade. É inquestionável a necessidade de o mundo se preparar para produzir alimentos em quantidade e qualidade para suprir uma população mundial ainda crescente, que deve alcançar a casa dos nove bilhões de pessoas até o ano de 2050. A esse mesmo tempo, pesquisadores afirmam que a produção global de carne mais que dobrará, chegando a 465 milhões de toneladas, sendo acompanhada por alta similar na produção de leite. Tudo isso nos remete a profundas reflexões e chegamos a duas conclusões impactantes: da importância do profissional zootecnista, nesse complexo contexto da produção animal, e do Brasil como sendo o País mais visado atualmente como "alimentador" do mundo. A dinâmica atual da pecuária exige a formação de um profissional quase mutante, pronto às constantes transformações, de olhar sempre crítico e de um sentimento ético acima de tudo. As novas diretrizes curriculares do Curso de Zootecnia possibilitam a formação desse profissional que a sociedade tanto precisa. Cabe aos dirigentes nas instituições a sensibilidade e grande responsabilidade de implantação e acompanhamento dessas diretrizes em sua plenitude.
E o efeito estufa onde entra nessa história? No Brasil, a criação de grandes ruminantes, principalmente bovinos de corte e de leite, está entre os maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa. Segundo estimativas da Scot Consultoria, o Brasil possui cerca de 191,3 milhões de bovinos distribuídos em 176 milhões de hectares, o que dá, em média, 1,08 bovino/ha. Estima-se que os nossos bovinos emitam 60,5 kg de metano e 54 kg de gás carbônico por ano/animal. Em contrapartida, a mesma pastagem disponível ao gado, que faz do Brasil um dos líderes na pecuária bovina mundial, ajuda no seqüestro de carbono, o que contribui para redução do efeito estufa na atmosfera.
A situação está posta e estamos diante de outro grande desafio mundial, particularmente, no setor pecuário, que é a sustentabilidade dos sistemas de produção de alimentos de origem animal, em que o equilíbrio entre homem e natureza é o fim.
Tudo isso nos faz refletir e nos remete ao dia 13 de maio, quando comemoramos o Dia do Zootecnista. Por isso, estamos reverenciando o profissional zootecnista, que há mais de 40 anos surgia da impaciência do Professor Otávio Domingues, que sonhava com a formação de um profissional transformador, capaz de se integrar ao desenvolvimento socioeconômico do País. E aqui estamos nós, zootecnistas, transformadores e integrados, ganhando o Brasil, ganhando o mundo.
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